Quando um programa recebe uma nova versão, é
normal que ele ganhe linhas de código, passe a ocupar mais espaço na
memória e, como conseqüência, fique mais lento. No caso do Firefox 3
isso não aconteceu. Além de receber funções extras, o browser diminuiu
o uso de memória e ficou mais rápido. O motor de exibição de páginas
Gecko foi atualizado. Parte do código do Gecko foi reescrita,
deixando-o mais eficiente e compatível com os padrões da internet.
O Firefox 3 tem adendos interessantes que não ficam imediatamente
visíveis. Para começar, ao teclar uma URL, a lista de sugestões mostra
o nome do site e seu ícone. Os favoritos têm uma nova interface de
gerenciamento e links inteligentes, que podem mostrar os sites mais
visitados e os últimos cadastrados. Também é possível adicionar
palavras-chave aos favoritos, facilitando buscas posteriores.
O gerenciador de downloads recebeu um atalho para a pasta onde o
arquivo foi gravado e melhor suporte ao reinício de transferências
interrompidas. Quem gosta de adicionar acessórios ao browser pode,
agora, buscá-los diretamente no gerenciador de complementos.
Ao entrar numa URL iniciada com HTTPS, é possível conferir a assinatura
digital do site, clicando em seu ícone. Um melhoramento bem-vindo é o
de permitir a gravação de senhas em sites apenas após o login
bem-sucedido. Isso evita o armazenamento da senha incorreta, em caso de
erro. Naturalmente, o Firefox 3 não é revolucionário. Não há uma
mudança completa no visual nem nos recursos. E nem era preciso: o
Firefox já era a melhor opção para navegação na web. Mas as mudanças em
gerenciamento de favoritos, downloads e complementos, além do ganho de
desempenho, tornam o upgrade obrigatório.
Fonte: Info